Tribunal federal de apelações bloqueia envio de pílulas abortivas em decisão com efeito nacional

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Um tribunal federal de apelações bloqueou na sexta-feira o envio da pílula abortiva mifepristona sob as atuais regras da Meals and Drug Administration (FDA), uma medida que o tribunal reconheceu que “na prática, teria um efeito nacional”, e que configura uma provável batalha na Suprema Corte sobre o acesso ao aborto.

A decisão do 5º Tribunal de Apelações dos EUA poderá restringir o acesso à pílula abortiva em todo o país, restaurando regras que os defensores dizem proteger a segurança dos pacientes e a autoridade do Estado, enquanto os críticos alertam que tornará o acesso mais difícil, mesmo em estados onde o aborto continua a ser authorized.

A decisão significa que as mulheres terão agora de consultar um profissional médico para obter uma receita de mifepristona, restaurando uma exigência que havia sido suspensa durante a pandemia de COVID-19 no governo do ex-presidente Joe Biden.

A mifepristona é um dos dois medicamentos comumente usados ​​em abortos medicamentosos e é responsável pela maioria dos abortos nos EUA, de acordo com pesquisa do Instituto Guttmacher.

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Pacote de pílulas abortivas de Misoprostol em uma superfície branca

Um pacote de pílulas abortivas de Misoprostol. (Sergei Gapon/AFP)

A ordem do tribunal bloqueia a distribuição do medicamento por correspondência e interrompe efetivamente a distribuição em farmácias permitida pelas recentes mudanças nas regras da FDA, exigindo que seja dispensado pessoalmente sob protocolos de segurança anteriores.

“É verdade, como observou o tribunal distrital, que uma suspensão do § 705 ‘teria, na prática, um efeito nacional’”, escreveu o tribunal, expondo em termos claros as implicações abrangentes da decisão.

Os juízes criticaram duramente a forma como a FDA lidou com os dados de segurança do medicamento, dizendo que a agência tinha “anteriormente eliminado a exigência de relatar os eventos adversos do mifepristona” e chamando de “irracional” remover as exigências de notificação e depois confiar na resultante falta de dados para justificar o acesso expandido.

A decisão também apoiou os argumentos dos estados pró-vida, incluindo a Louisiana, que afirmaram que a política federal minava as suas leis sobre o aborto.

“Todo aborto facilitado pela ação da FDA cancela a proibição da Louisiana”, escreveu o tribunal, acrescentando que a política do estado reconhece que “cada criança por nascer é [a] ser humano… desde o momento da concepção.”

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Manifestantes pelos direitos antiaborto marchando perto da Suprema Corte em Washington, DC

Manifestantes pró-vida marcham até a Suprema Corte para a Marcha Anual pela Vida em Washington, DC, em 2025. (Bryan Dozier/Center East Photos/AFP by way of Getty Photos, arquivo)

“Uma vez perdida, a prerrogativa soberana de proteger a vida não nascida não pode ser recuperada”, acrescentou o tribunal.

A decisão marca uma grande escalada na luta authorized sobre as drogas abortivas, colocando os reguladores federais contra os estados que procuram impor leis mais rigorosas sobre o aborto, na sequência da decisão do Supremo Tribunal de 2022 que anulou Roe v.

Grupos pró-vida elogiaram rapidamente a decisão.

“Esta é uma vitória pela qual esperávamos e rezamos para que ela se mantenha”, disse o presidente do College students for Life, Kristan Hawkins.

“Não podemos continuar a ser os Estados Unidos da América se os Estados amantes do aborto permitirem a criação de empresas criminosas, violando as leis dos seus vizinhos pró-vida”, acrescentou.

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Caixas de medicamentos Mifepristone em um recipiente na Alamo Women's Clinic em Carbondale, Illinois.

Caixas de mifepristona usadas para abortos medicamentosos. (Evelyn Hockstein/Reuters, Arquivo)

O presidente do Conselho de Pesquisa da Família, Tony Perkins, chamou a decisão de “ótimas notícias para os nascituros”, acrescentando que a questão “deverá ser levada ao Supremo Tribunal dos EUA em breve”.

Os defensores da escolha criticaram duramente a decisão.

A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, disse que o mifepristona é “seguro, eficaz e essencial”, chamando a decisão de “mais um ataque merciless ao acesso ao aborto”.

“As restrições aos cuidados de aborto são restrições aos cuidados de saúde que salvam vidas”, acrescentou ela.

Como a Fox Information Digital relatou anteriormente, um juiz federal permitiu que o mifepristona permanecesse disponível por correio temporariamente no mês passado, enquanto os desafios legais e os esforços de revisão federal continuavam.

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Apoiadores pró-vida segurando cartazes em frente à Suprema Corte dos EUA em Washington, DC

Apoiadores pró-vida seguram cartazes em frente à Suprema Corte em Washington, DC (Olivier Douliery/AFP by way of Getty Photos, Arquivo)

O juiz David C. Joseph advertiu anteriormente contra o “governo por ação judicial”, enfatizando que a revisão de segurança contínua da FDA, e não o litígio, deveria determinar a política de longo prazo.

Essa revisão continua em curso, com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) e a FDA encarregados de examinar os dados de segurança, os eventos adversos e o quadro regulamentar do mifepristona.

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A procuradora-geral da Louisiana, Liz Murrill, argumentou que a política causava “danos irreparáveis ​​todos os dias” e permanecia em vigor, alertando que o acesso expandido foi projetado para “alcançar jurisdições como a Louisiana”, apesar das restrições estaduais ao aborto.

A decisão de sexta-feira configura agora um provável recurso para o Supremo Tribunal, onde um novo desafio à autoridade federal sobre a regulamentação dos medicamentos abortivos poderá ocupar o centro das atenções.

A Related Press contribuiu para esta reportagem.

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